Implantação de Transmissão de Sessões na Internet

Por Júlio Rebelo - Videoconferência Interlegis

Diversos são os fatores a serem considerados no planejamento e implantação de um sistema de transmissão "ao vivo" de sessões de Câmaras Municipais pela Internet. Seguem abaixo rápidas considerações sobre alguns que são determinantes para a elaboração do projeto e implantação do serviço.

Partes integrantes do sistema:

1. Captação dos sinais de áudio e vídeo

1.1. Será(ão) necessária(s) câmera(s) de vídeo para fornecer(em) as imagens a serem transmitidas;

1.1.1. Existe uma grande variedade de câmeras disponíveis para tal fim com preços bastante distintos dependendo da qualidade do sinal de vídeo fornecido, do tipo de lente utilizada, dos recursos operacionais ofertados, da assistência técnica disponível no Brasil e do fabricante da mesma;

1.1.2. Se forem utilizadas duas ou mais câmeras haverá necessidade algum recurso para seleção da imagem a ser transmitida (usualmente denominado de mesa de corte de vídeo) -. Há opções de equipamentos específicos para tal fim e de software para microcomputadores para a realização dessa tarefa;

Obs.: no caso de uso de software o computador onde o mesmo rodará precisará dispor de tantos dispositivos de entrada e captura de vídeo quantas forem as câmeras a serem utilizadas;

1.1.3. Alguns dispositivos de seleção de imagens (tanto hardware como software) dispõem de recursos para inserção de legendas durante a transmissão o que serve não só para identificar o orador como para informações adicionais (por exemplo: título do projeto de lei que está sendo discutido);

1.2. Usualmente a Casa já dispõe de um sistema de sonorização do plenário e será suficiente fornecer uma saída desse sistema para o de codificação abaixo descrito.

2. Codificação dos sinais de áudio e vídeo

A codificação dos sinais de áudio e vídeo para transmissão pela internet é usualmente realizada por um microcomputador com dispositivo de captura de áudio e vídeo - praticamente todos os microcomputadores e notebooks dispõem de captura de áudio e a grande maioria não dispõe de recurso para captura de vídeo sendo necessária a instalação de tal recurso -. Existem também equipamentos dedicados a tal função. Quando se utiliza um microcomputador com software para seleção de imagens o mesmo equipamento pode ser utilizado para realizar a codificação (alguns softwares de seleção de imagens dispõem da função de geração de streaming de áudio e vídeo).

2.1. Formato do vídeo: os formatos mais utilizados 4x3 (padrão da TV analógica e bom para exibição de oradores) e 16x9 (padrão da TV Digital, também conhecido como "wide", e mais adequado quando se deseja exibir grupos de pessoas);

Importante: é necessário verificar se a câmera(s) que será(ão) utilizada(s) fornece vídeo no formato escolhido;

2.2. Tamanho do quadro a ser transmitido: existem muitas alternativas e, quanto maior o quadro melhor a definição do vídeo mas maior a utilização de recursos, particularmente de banda de internet. É comum ser utilizado quadro de 320x240 pixels para formato 4x3 e 420x240 pixels para formato 16x9;

2.3. Taxa de transmissão de dados: mais uma vez temos um parâmetro que quanto maior melhor a qualidade do sinal transmitido e maior demanda de banda de internet; para definir esse parâmetro é importante conhecer qual o perfil de acesso internet do público alvo - numa localidade onde os acessos internet são de baixa velocidade não adianta buscar qualidade com uma transmissão que não poderá ser recebida por boa parte do público alvo -; é comum ser utilizada a velocidade de 256 kbps para serviço em áreas onde há carência de acesso internet de boa velocidade (há quem utilize até 128 kbps);

2.4. Quanto ao sinal de áudio como o objetivo é transmitir basicamente voz pode ser adotado um formato mono de 32 kbps; nada impede que seja adotado um padrão estéreo de 44 kbps, por exemplo.

3. Distribuição do sinal na Internet

Alguns sistemas de codificação podem acumular a função de distribuição do sinal codificado na internet, o que pode ser útil quando o público alvo a ser atingido for pouco numeroso (menos de 50 clientes simultâneos).

Numa distribuição de áudio e vídeo pela internet um parâmetro essencial é o número de clientes que acessarão simultaneamente o serviço pois é esse parâmetro associado à taxa de transmissão de dados que definirão a capacidade de "upload" necessária do acesso internet a ser utilizado para a distribuição.

Considerando que a maioria da Câmaras Municipais dispõem de acesso internet com baixa capacidade de "upload" (para atender a 30 clientes simultâneos a uma velocidade de 256 kbps será necessário um acesso internet com pelo menos 8 Mbps de capacidade real de "upload") o usual é que as mesmas utilizem um serviço de distribuição externo (serviço provido por inúmeras empresas em distintas condições comerciais - alguns sem custo dentro de determinadas condições).

4. Portal

O portal da Câmara Municipal é a porta de acesso ao serviço de distribuição de áudio e vídeo na internet. Nele é que os internautas encontrarão o local onde haverá o acesso às transmissões. O Interlegis fornece para as Casas Legislativa uma ferramenta de portal denominada Portal Modelo, que pode ser utilizado livremente e tem hospedagem gratuita no próprio Interlegis.

5. Informações adicionais

O Colab - ferramenta disponibilizada pelo Interlegis - dispõe de relatos de experiências em transmissões de áudio e vídeo pela internet. Acesse:

http://colab.interlegis.leg.br/search/?q=videostreaming

Na Comunidade GITEC é possível discutir problemas e soluções para implementação do serviço. Cadastre-se em:

http://www.interlegis.leg.br/comunidade/comunidade-gitec

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Última modificação 6 anos atrás Última modificação em 24/05/2013 15:30:43

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